Pesquisa científica

Pesquisa Científica

Pesquisa é um procedimento racional, sistemático, que tem por objetivo buscar respostas aos problemas que são propostos (SEVERINO, 2017).

Que é pesquisa?

A pesquisa pode ser considerada um procedimento formal com método de pensamento reflexivo que requer um trabalho científico e se constitui no caminho para se reconhecer a realidade ou para descobrir verdade espaciais. Significa muito mais do que apenas procurar a verdade: é encontrar respostas para questões propostas, utilizando métodos científicos (LAKATOS, 2014).

Como obter os dados de uma pesquisa?

Toda a pesquisa implica no levantamento de dados de variadas fontes, quaisquer que sejam os métodos ou técnicas empregadas. Os dois processos pelos quais se podem obter os dados são a documentação direta e a indireta

Documentação direta

Se constitui, em geral, no levantamento de dados no próprio local onde os fenômenos ocorrem. Esses dados podem ser conseguidos de duas maneiras: através da pesquisa de campo ou da pesquisa de laboratório. Ambas se utilizam das técnicas de observação indireta intensiva (observação e entrevista) e de observação direta extensiva (questionário, formulário, medidas de opinião e atitudes técnicas mercadológicas).

Documentação Indireta

A segunda se serve de fontes de dados coletados por outras pessoas, podendo constituir-se de material já elaborado ou não. Dessa forma, se divide em pesquisa documental (ou de fontes primárias) e pesquisa bibliográfica (de fontes secundárias).

O que são fontes primárias e secundárias da pesquisa?

Veremos a distinção entre fontes primaria e secundarias em uma pesquisa.

Fontes primárias

São aqueles documentos de primeira mão, provenientes dos próprios órgãos que realizaram as observações. Englobam todos os materiais, ainda não elaborados, escritos ou não, que podem servir como fonte de informação para a pesquisa científica. Podem ser encontrados em arquivos públicos ou particulares, assim como em fontes estatísticas compilados por órgãos oficiais e particulares. Incluem-se aqui como fontes não escritas: fotografia, gravações, imprensa falada (televisão e rádio), desenhos, pinturas, canções, indumentárias, objetos de arte, folclore, etc.

Fontes Secundárias

A pesquisa bibliográfica ou de fontes secundárias trata-se de um levantamento de toda a bibliografia já publicada, em formas de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto, com o objetivo de permitir ao cientista “o reforço paralelo na análise de suas pesquisas ou manipulação de informações” (Trujillo, 1970, p.230 apud Lakatos, 2014, p. 44). A bibliografia pertinente “oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas, onde ainda não se cristalizaram suficientemente” (Manzo, 1971, p.32 apud Lakatos, 2014, p.44).

Pode-se definir pesquisa como procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema com, ou então quando a informação dispensável se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema.

A pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos e técnicas de investigação científica. Na realidade, a pesquisa desenvolve-se ao longo de um processo que envolve inúmeras fases desde adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados.

Por que se faz pesquisa?

Enumeraremos os requisitos necessários para realizar uma pesquisa cientifica.

Qualidades pessoais pesquisador

O êxito da pesquisa depende fundamentalmente de certas qualidades internas intelectuais e sociais pesquisador, tais como:

  1. Conhecimento do assunto a ser pesquisado;
  2. Curiosidade;
  3. Criatividade;
  4. Integridade intelectual;
  5. Atitude autocorretiva;
  6. Sensibilidade social;
  7. Imaginação disciplinada;
  8. Perseverança e paciência;
  9. Confiança na experiência.

Recursos humanos, materiais e financeiros

É muito difundida a visão romântica de ciência que procura associar as invenções e descobertas exclusivamente a genialidade do cientista. Não há como deixar de considerar o papel capital das qualidades pessoais do pesquisador no processo de criação científica, mas é também muito importante o papel desempenhado pelos recursos de que dispõe o pesquisador no desenvolvimento e na qualidade de resultados da pesquisa. Ninguém duvida de que uma organização com amplos recursos tem maior probabilidade de ser bem-sucedida num empreendimento de pesquisa que outra cujos recursos sejam deficientes.

Por essa razão, qualquer empreendimento de pesquisa, para ser bem-sucedido, deverá levar em consideração em consideração o problema dos recursos disponíveis. O pesquisador deve ter noção do tempo a ser utilizado na pesquisa e valorizá-lo em pé termos pecuniários. Deve prover se dos equipamentos e materiais necessários ao desenvolvimento da pesquisa. Deve prover-se dos equipamentos e materiais necessários ao desenvolvimento da pesquisa. Deve também estar atento aos gastos decorrentes da remuneração dos serviços prestados por outras pessoas. Em outras palavras, isso significa que qualquer empreendimento de pesquisa deve considerar os recursos humanos materiais e financeiros necessários à sua efetivação.

Para fazer frente a essas necessidades, o pesquisador precisa elaborar um orçamento adequado.

De certa forma, e isso implica atribuir ao pesquisador certas funções administrativas. Pode ser que isso cause certo constrangimento a alguns pesquisadores. No entanto, a consideração destes aspectos “extra científicos” é fundamental para que o trabalho de pesquisa não sofra solução de continuidade (GIL, 2010)

Referências Bibliográfica:

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do Trabalho Científico. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2014.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 24. ed. São Paulo: Cortes, 2016.

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